A algum tempo atrás, quando o homem ainda começava a navegar, havia uma história que era muito popular entre os marujos, sendo contada em todas as tavernas, portos e cais. Uma lenda de que, quando o sol desaparecia nas nuvens negras e o mar se agitava, sinalizando uma tempestade, tirando a esperança de qualquer marinheiro; então, misteriosamente, aparecia uma densa neblina à frente do navio.
Desesperados para sobreviver à enorme tempestade logo atrás, o capitão modificava o curso do navio para adentrar o terreno desconhecido que a névoa escondia e os marinheiros obedeciam. À medida que o navio navegava por entre as paredes de fumaça, o mar se acalmava, os ventos se tornavam gentis, mas a escuridão ainda predominava.
Então, milagrosamente, a neblina se dissipava e aparecia bem em frente uma linda ilha, banhada pela luz do sol e cercada pela densa névoa. Como se ela respeitasse os seus limites, a neblina circulava toda a ilha, mas não se atrevia a invadi-la.
Os marujos, parcialmente assustados com o fenômeno inexplicável, parcialmente vislumbrados com tamanha beleza da ilha e da variedade de frutas, plantas e animais, ficavam divididos entre desbravar o novo território ou planejar um meio de sair da ilha. Indecisos, porém, acabaram dormindo pela orla da praia, comemorando por terem escapado da tempestade, porém sempre alertas ao perigo.
Após algumas horas, todos os marujos foram dormir, exceto o capitão, que como um exemplar homem do mar, manteve a guarda do navio e da tripulação. As horas continuaram passando e o capitão ficava com mais sono, até que ele ouviu um barulho atrás dele, perto de onde os marinheiros dormiam. Despreocupado, pensando ser um dos marujos levantando para se aliviar de tanto rum que beberam, o capitão virou para a tripulação e então, gelou.
Junto com seus fiéis marujos, dos quais todos dormiam, estavam criaturas de inúmeras formas e cores, algumas relembrando objetos ou pessoas, outras completamente novas ao capitão. Num impulso, sacando seu sabre e pistola, ele partiu em direção aos bichos, mas quanto mais atirava e cortava, mais claro ficava que eram imunes a qualquer tipo de ataque. Desesperado, tentou acordar algum companheiro, mas todos dormiam profundamente e mesmo com o grande esforço do capitão, sacudindo-os e gritando, eles dormiam como os mortos.
Então, num último ato de esperança, o capitão sobe ao navio, desceu ao mar um pequeno bote e remou em direção à neblina. Preferindo entregar-se à sorte do que à inevitãvel derrota na ilha, o capitão lamentava a perda de seus estimados companheiros enquanto desaparecia na escuridão.
Semanas depois, sobrevivendo milagrosamente, o capitão foi achado em alto mar e socorrido. Quando voltou para sua cidade e contou sua terrível história, porém, todos começaram a caçoar do tão prestigiado capitão. Inconformado por não acreditarem no que dizia, o capitão lutou arduamente por muitos dias para conseguir um navio e uma tripulação, a fim de resgatar seus companheiros.
Por fim, mesmo sendo um capitão famoso, o máximo que conseguiu foi um pequeno barco para uma pessoa só. Inabalável, ele carregou a pequena embarcação com mantimentos e partiu em busca de um meio de ajudar seus colegas. E assim, o capitão nunca mais foi visto novamente.
Morgan Perna Quebrada, 1457, D.C.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Uma antiga lenda...
Escrito por
ianlag
às
1:30 PM
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3 comentários:
parabens ian-kun ^^
boa sorte com seu blooog \o\
非常に面白い文章, 私の友人
おめでとう。
また後で... さようなら!
Ilha dos animes!
Parece que vou acessar muuuuito esse blog xD
Valeu Ian!
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